terça-feira, 14 de março de 2017

PCdoB de Santos defende luta dos servidores públicos


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O PCdoB de Santos se solidariza à justa luta dos trabalhadores e das trabalhadoras do funcionalismo público municipal, por melhores salários, condições de trabalho dignas e em defesa dos serviços públicos de Santos.
A Prefeitura se recusa pagar a reposição da inflação e oferece 0% de aumento salarial, apertando ao máximo o cinto dos servidores municipais, promovendo um verdadeiro arrocho e obrigando a categoria a paralisar em defesa dos seus direitos.
O sucateamento é a estratégia neoliberal que serve de justificativa à entrega dos serviços públicos ao controle de Organizações Sociais, em transações questionáveis. Em Santos esse processo começou na área da saúde. Somam-se a isso relatos de desrespeito aos profissionais do serviço público e péssimas condições de trabalho. Essa desvalorização contribui para a queda de qualidade dos serviços oferecidos à população.

A cidade de Santos é, econômica e financeiramente, a mais desenvolvida da Região Metropolitana da Baixada Santista. Seu PIB total e “per capita” é dos mais elevados do Brasil. É, de longe, a cidade da região de maior arrecadação total de receitas governamentais e possui um custo de vida bastante elevado. No entanto é chocante o contraste entre diferentes regiões da cidade que abriga uma das maiores concentrações do país de pessoas em moradias subnormais, as palafitas, o que faz de Santos uma cidade de acentuada e inconcebível desigualdade social.

Tal contexto torna fundamental a oferta de serviços públicos de boa qualidade à população, principalmente aos mais pobres, trabalhadores e trabalhadoras. Mas, pelo contrário, o que temos assistido é a flagrante incompetência da gestão do prefeito.

Conclamamos a população, trabalhadores e trabalhadoras, a lutar unida aos servidores!

Santos, 13 de março de 2017

Comissão Política do PCdoB-Santos

segunda-feira, 6 de março de 2017

Depois do carnaval Fora Temer, lutar em defesa dos direitos

Editorial Portal Vermelho

O carnaval de 2017 já tem lugar garantido na história política e cultural de nosso país: o grande grito que animou os foliões, de norte a sul, foi o Fora Temer, entoado em palcos de artistas consagrados e por multidões anônimas. 

A outra grande marca deste carnaval foi a denúncia da violência contra a mulher e a luta para detê-la. Nesse sentido merece destaque especial a campanha “Respeita as Mina” levada às ruas pela Secretaria de Política para Mulheres da Bahia. 

O carnaval é um fenômeno cultural de massas – sempre foi. E também sempre foi irreverente e, nesta condição nunca deixou de exprimir o espírito irredento e mordaz dos brasileiros. É uma festa cultural que, quando o povo é desafiado, tem também um caráter político inegável. 

O que aconteceu este ano foi uma prévia da luta popular que vai se aprofundar e crescer a partir deste mês de março. Disposição que revela o ímpeto popular para derrotar a tentativa de retrocesso social, político e democrático posta em curso pela direita desde o golpe de 2016. 

A luta crescerá e as ruas serão outra vez ocupadas por manifestações populares e democráticas e contra o golpe, marcadas para o Dia Internacional da Mulher, 8 de março, e o Dia de Mobilização Nacional dos trabalhadores, 15 de março. Uma amostra do que será essa luta foi vista no carnaval. Primeiro, a luta pelo fim da violência contra as mulheres, tarefa que cabe a todos que estão empenhados na conquista de níveis civilizatórios mais altos.

Depois, a luta pelos direitos do povo e dos trabalhadores, contra a ameaça representada pela draconiana reforma da Previdência dos golpistas, que impedirá toda aposentadoria. Em seguida a reforma trabalhista, que pretende acabar com a CLT e eliminar direitos sociais e trabalhistas conquistados depois de décadas de lutas intensas.

No dia 8 de março, nas mobilizações que acontecerão entre 7 e 14 de março e no dia 15 de março, quando ocorrerá a grande manifestação unitária das centrais sindicais contra o fim da aposentadoria e por nenhum direito a menos. As ruas serão ocupadas outra vez e o clamor por Fora Temer se levantará de novo em todas as cidades brasileiras.

Todos às ruas em defesa dos trabalhadores, das mulheres, do Brasil e da democracia! Fora Temer!