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domingo, 30 de abril de 2017

Bateria Ritmo da Luta, da UJS, é destaque na Greve Geral em SV

A União da Juventude Socialista (UJS Baixada Santista),  com sua Bateria Ritmo da Luta, marcou presença em manifestação que reuniu professores, servidores, estudantes, diversos movimentos sociais, sindicatos e coletivos, na praça Barão do Rio Branco, em São Vicente/SP. Esse ato foi realizado nesta sexta-feira (28/04) durante a Greve Geral contra as reformas reacionárias, trabalhista e previdenciária, do governo ilegítimo de Michel Temer. 

Segundo os organizadores, cerca de 200 pessoas participaram da manifestação - boa parte da multidão era formada por cidadãos sem ligação com movimentos sociais, pessoas que só queriam expressar indignação contra esses ataques aos direitos trabalhistas.

"A gente está aqui mostrando, junto com todos os movimentos sociais de SV, a população, grupos de juventude, que existe resistência na Baixada Santista. Em Santos, também vimos a força do movimento sindical e demais forças sociais", disse Ergon Cugler, presidente da UJS Baixada Santista, em transmissão no Facebook.

A militância da A UJS Baixada Santista participou de manifestações em Santos, Peruíbe, Cubatão e Praia Grande.  Mas, em São Vicente, a Bateria Ritmo da Luta se destacou positivamente por sua disposição, combatividade, e ritmo..   Veja a reportagem da TV Tribuna (abaixo):



segunda-feira, 3 de abril de 2017

Soberania Nacional: O contraponto ao projeto neoliberal em curso no Brasil – Por Ergon Cugler

presal

A construção de um Brasil forte e soberano como saída da atual crise política e econômica



Cada vez mais avançam as negociatas de Temer como um grande pacote de medidas que até agora não apresentou e, ao ser finalizado, também não apresentará soluções para o atual momento em que vivemos, frustrando ainda mais o povo brasileiro por ter acreditado em sacrificar seus direitos por uma proposta de saída da crise sem qualquer resultado positivo.
A lógica empregada por Temer nada mais é do que fruto de um projeto neoliberal com justificativa de avançar a economia do Brasil, mas que somente acentua a desigualdade e retrocede direitos conquistados há décadas para um patamar de instabilidade social. Os movimentos sociais, que tanto contribuíram pela construção de plataformas populares ao longo dos últimos tempos, hoje vivem situação de defensiva tática pela não retirada de direitos básicos. Tal cenário completamente oposto – se comparado com a última década, onde a expansão e o avanço eram constantes – exige unidade e amplitude tática de todas forças democráticas, mas com necessidade de reafirmar uma saída soberana ao povo brasileiro para a atual crise política e econômica que nosso país enfrenta.
É nossa tarefa, cada vez mais, apresentar propostas de saídas da crise, mas tendo avanço nas pautas com um projeto de soberania como norte:
I – Não se constrói uma economia avançada e estruturada com um regime desvalorizado e sem integração dos direitos trabalhistas. Precisamos assegurar que direitos conquistados na CLT não sejam suprimidos por acordões que beneficiem somente o patrão e coloque trabalhadores e trabalhadoras sem perspectiva até de aposentadoria, pela péssima reforma do desmonte da previdência, ou de segurança, pela desenfreada terceirização;
II – A universalização de direitos e conquistas do povo brasileiro deve servir como contraponto à concentração de riqueza nas mãos de poucos. Isto tendo em vista também as desigualdades salariais entre homens e mulheres, ou mesmo a questão do racismo, LGBTfobia, intolerância religiosa e pontos que se relacionam com questões econômicas. Ao mesmo tempo, garantir o desenvolvimento e o progresso social do Brasil como nação, ampliando investimentos de infraestrutura para além das regiões Sul e Sudeste cada vez mais;
III – Investir em Ciência e Tecnologia para que, cada vez mais, o Brasil avance em pesquisas de diversas áreas. Garantindo, acima de tudo, a qualificação e o avanço do povo sem produção de mão-de-obra barata para interesses puramente estrangeiros;
IV – O investimento em infraestrutura deve andar lado a lado da saúde e da educação, pois somente assim o povo terá meios de colher resultados materiais, como também gerar mais investimentos em fluxos econômicos locais e regionais. Garantir infraestrutura integrada a bons serviços é garantir também acesso à informação e, consequentemente, aprofundar os espaços democráticos através da participação de diversas comunidades em sua região, para além de estimular e desenvolver economias locais, gerando emprego e produção;
V – Contribuir para o desenvolvimento sul-americano e latino-americano, como povo integrado rumo ao projeto de auto-afirmação desenvolvimentista para que multinacionais não sigam levando nossas riquezas para Europa ou Estados Unidos. Precisamos desenvolver o Brasil para desenvolver a América Latina, como também desenvolver riquezas ao povo da América Latina para desenvolver o Brasil. A integração econômica através de acordos comerciais deve favorecer um desenvolvimento por igual, equilibrando os avanços e conquistas de um povo historicamente explorado pelo imperialismo colonialista;
VI – Compreender melhor as origens de nossa dívida pública, que cumpre seu papel de garantir a manutenção de diversos setores, mas que segue beneficiando grandes corporações e bancos que, com muito lobby, enfraquecem investigações no setor. Não podemos deixar que o povo pague por uma crise onde poucos seguem apenas lucrando.
Torna-se objetiva a necessidade do investimento em infraestrutura e tecnologia para que mais empregos sejam gerados, onde os serviços se aprimorem e avancem a economia de todo país. Reduzir direitos, prejudicar a democratização dos espaços e diminuir investimentos, os chamando de “gastos”, apenas afasta nossa possibilidade de soberania nacional.
Nos vale recordar, acima de tudo, que somente a mobilização do povo trouxe, traz e trará conquistas ao avançar da emancipação e da soberania nacional. Foi assim na Independência em 1822, resultante de jornadas e mobilizações de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco e São Paulo, como também nos campos de batalha de Bahia, Piauí e Maranhão. Assim também foi em 1948 na campanha “O Petróleo é Nosso” em paralelo ao processo de avanço da Indústria Nacional, ou mesmo em 1985 pelas mobilizações das “Diretas Já”, resultando no processo Constituinte de 1988 que, mesmo limitada, trouxe avanços e respaldo para a democracia brasileira.
Por fim, ter esperança em um futuro para o Brasil, um futuro forjado pelo povo consciente da soberania e que demonstra resposta aos retrocessos neoliberais nas ruas, nas praças, nas indústrias e nas escolas. Até porque o projeto neoliberal tem o capital como fim, enquanto a soberania emana e retorna do povo e para o povo.

Fonte: Site da UJS 

Ergon Cugler, presidente da UJS Baixada Santista e vice-regional da União Estadual dos Estudantes/SP.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

UJS: força que cresce na Baixada Santista

Presidentes da UJS-BS e da UJS do estado de SP, Ergon Cugler e Renata Rosa

A União da Juventude Socialista (UJS), maior força de juventude da América Latina, se organizou neste último final de semana (25), na Zona Noroeste (Instituto Arte no Dique em Santos), para o 3º Congresso Metropolitano da Baixada Santista que elegeu a diretoria para seus próximos dois anos de atuação na região.

Foram 23 nomes aclamados pelos delegados que representaram as nove cidades da BS, sendo eleito presidente o estudante Ergon Cugler, 17 anos, que faz Gestão Empresarial na FATEC de Praia Grande.

O objetivo da UJS-BS é, por meio de núcleos e diretórios municipais, consolidar sua militância em todos os nove municípios da região para, então, construir uma Baixada Santista com a cara da juventude.

No dia 11 de junho, a direção municipal de Praia Grande já havia sido eleita, com Bianca Borges (ETEC Praia Grande) presidenta, assim como núcleos de escolas estaduais: E. E. Balneário das Palmeiras (Presidente Hector Batista); E. E. Martim Afonso (Presidenta Gabrielle Marie) e demais escolas da região.

A UJS-BS agora encontra o desafio de levantar as bandeiras da juventude contra as opressões em um cenário conservador que é a Baixada Santista. As pautas dos direitos das mulheres, LGBT e racial serão norteadoras durante as ações da entidade.

A luta pelo Passe Livre Estudantil e Irrestrito, junto à democratização dos espaços públicos e dos conselhos de juventude, alimentará a força que o movimento estudantil tem ganhado na região, em especial o secundarista, por meio da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES), e o universitário, tendo como referência o Centro dos Estudantes de Santos (CES).

O 3º Congresso Metropolitano da UJS é resultado das demandas da juventude que se depara com uma situação de retrocessos no país, no estado e na região. Diversas forças populares e moradores da região auxiliaram na sua construção e, somente assim, foi possível levar um evento tão forte para a Zona Noroeste de Santos, região carente de atenção do poder público.

Direção metropolitana eleita


Presidente: Ergon Cugler

Direção: Arthur Miranda | David Júnior | Júlia Cabral | Rodrigo Bruno | Vitor Cardoso | Gabrielle Marie | Bianca Borges | Victor de Lucca | Vinicius Rando | João Silva | Ricardo Júnior | Hector Batista | Izabelle Aragão | Carlos Norberto Souza | Tarcísio de Andrade | Eliseu Guimarães | Rafael Melo | Gabriela Fornaro | Angela Helena | Ludmila Duque | Adma Andrade | Camille Aragão


Fonte: Blog do Ergon