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sexta-feira, 9 de junho de 2017

Governo Paulo Alexandre Barbosa deve explicações sobre falhas em serviços públicos

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Por Carlos Norberto Souza
A Administração municipal, comandada por Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), tem sido chamada a prestar contas ao Ministério Público Estadual (MPE) e à sociedade por sua negligência ou incompetência na oferta de serviços públicos essenciais, principalmente a crianças e adolescentes das camadas mais pobres da população. Abordei essa questão no artigo anterior.
Questão urgente que diz respeito a direitos assegurados pela Constituição de 1988, que, entre outras garantias, define um conceito fundamental, a seguridade social, como “conjunto integrado de ações de iniciativa dos poderes públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social.”  Ou seja, um sistema de proteção social. Mas que ainda não existe para muitas pessoas, especialmente crianças e adolescentes.
Nesta segunda-feira (05/06), matéria do repórter Carlos Ratton, publicada no Diário do Litoral, informa:
“A Prefeitura de Santos tem 90 dias (até o final de setembro próximo) para estruturar um serviço específico para lidar com crianças, adolescentes e jovens vítimas de exploração sexual. A determinação é parte do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), redigido pelo promotor de Justiça da Infância e Adolescência de Santos, Carlos Alberto Carmello Júnior e sua equipe.”
Segundo o jornalista, o documento, que já foi entregue ao Gabinete de Barbosa, reúne dezenas de obrigações distribuídas em 27 cláusulas e prevê multas de mil a R$ 50 mil por dia, caso não se cumpra com as exigências, que seriam revertidas ao Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. O Poder Público terá ainda que elaborar planos de combate à violência sexual infanto-juvenil e ações integradas e referenciais de enfrentamento. A cada três meses, o Ministério Público deverá ser informado de cada ação.
“Em 20 dias, a contar da assinatura do documento, a Prefeitura terá que criar um serviço que compreende atendimento individual; encaminhamento, inclusive da família, para serviços municipais e de jovens a programas de aprendizagem que proporcionem geração de renda e fomento de economia solidária”, informa Ratton.
E no dia seguinte (06/06), A Tribuna noticia:
“O Ministério Público Estadual (MPE) encaminhou ofício para a Prefeitura de Santos pedindo explicações sobre a falta de pediatras no atendimento de emergência do Município”, informa o jornalista Mauricio Martins, que completa: “A cobrança da Promotoria da Infância e Juventude de Santos tem como base reportagem publicada por A Tribuna há pouco mais de uma semana, mostrando a falta desses profissionais nos prontos-socorros das zonas Leste e Noroeste”.
 O repórter lembra que, em 2012, o promotor Carlos Alberto Carmello Junior, responsável pela área, conseguiu uma decisão judicial favorável em ação civil pública movida contra a Prefeitura por falta de pediatras no PS da Zona Leste.” A sentença determinou que fosse disponibilizado pelo menos um pediatra na unidade e, se não houvesse plantonista, a Administração tinha obrigação de oferecer transporte para outros locais que atendessem as crianças. O problema é que essas obrigações não foram cumpridas, conforme é relatado na matéria. A Prefeitura tem 15 dias para responder e, dependendo da resposta, pode sofrer a aplicação de multas.
É justo dizer que a responsabilidade não é exclusiva da Administração de Paulo Alexandre Barbosa, mesmo que o prefeito já esteja no segundo mandato. Mas, o Poder Público tem responsabilidade irrevogável, que jamais deveria ser terceirizada para OS’s ou o que seja, de observar a garantia de direitos fundamentais, frontalmente atacados – ou melhor, destruídos – por Michel Temer e a maioria reacionária no Congresso Nacional.
A sociedade civil e movimentos sociais devem cobrar e fazer sua parte. E o prefeito “Amigo da criança” não pode decepcionar seus eleitores…

quarta-feira, 22 de março de 2017

PCdoB inaugura sede na Zona Noroeste com celebração de 95 anos de fundação do partido


Neste domingo (26/03), a partir das 12h30, o PCdoB de Santos realiza a Festa Popular para comemorar 95 anos do Partido Comunista do Brasil, fundado em 25 de março de 1922. O evento inaugura nova sede do Comitê Municipal do PCdoB-Santos (Rua Kleiber Facundo Leite, 33, Rádio Clube - Zona Noroeste) e conta com a presença de Carina Vitral, presidenta da UNE e ex-candidata a prefeita de Santos. 

A Festa Popular terá música e intervenções culturais, churrasquinho, cerveja e refrigerante (a preços módicos). Celebração, na Zona Noroeste, de quase um século de existência, resistência e luta que o Partido Comunista do Brasil tem travado em defesa do Brasil, do povo, da classe trabalhadora e do caminho rumo à transição ao socialismo. 

PCdoB na Zona Noroeste

"Há 4 anos a direção municipal escolheu mudar nossa sede para a Zona Noroeste de Santos. Esta opção não se fez por acaso. Foi fruto de um intenso e profundo debate acerca da realidade da cidade e do nosso papel diante dela", afirma Renata Bruno, presidenta do PCdoB Santos. 

"Decidimos focar o desenvolvimento da nossa política para a região que mais concentra trabalhadores e trabalhadoras com menor poder aquisitivo e onde se localiza uma das maiores favelas de palafitas do mundo", explica.

A ideia é realizar o diálogo permanente com a população, buscando saídas para seus problemas, organizando-o para lutar por seus direitos. Uma das formas de fazer isso é transformar a sede municipal em um espaço dos trabalhadores, das mulheres e da juventude da região da Zona Noroeste.