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sábado, 15 de julho de 2017

Frente Brasil Popular: Plenária nacional busca ampliar forças

Nos dias 18 e 19 de julho o coletivo nacional da Frente Brasil Popular (FBP) se reúne em São Paulo para aprofundar o debate sobre a crise brasileira, Diretas Já e os fatos recentes: Tramitação na Câmara da denúncia contra o presidente Michel Temer, a condenação do ex-presidente Lula na Lava Jato e a sanção da Lei 13.467/2017 que alterou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) desequilibrando em favor dos empresários a relação trabalhista no país.


 

A expectativa para a plenária nacional é que se concretize a convocação da 2ª Conferência Nacional da FBP e de um Congresso do Povo para 2018. Estarão presentes em São Paulo representantes dos 27 estados brasileiros e pelo menos dois representantes de cada entidade que integra a frente. Atualmente quase cem entidades fazem parte da FBP.

Portal Vermelho entrevistou nesta quinta-feira (13), Walter Sorrentino, vice-presidente do PCdoB e integrante da Frente Brasil Popular, que reafirmou a importância do fortalecimento da Frente como um instrumento de resistência à nova ordem que se estabeleceu pós-golpe.

Ao mesmo tempo em que buscam fortalecer a existência da Frente, os movimentos sociais e sindicais mantém a agenda de protestos no país em defesa da democracia. Para o dia 20 de julho está programado o Dia Nacional de Mobilização contra a condenação sem provas do ex-presidente Lula e em defesa do estado de direito e da democracia. 

Nova ordem autoritária, liberal e neocolonial



Na opinião de Walter (foto), o Brasil vive hoje uma nova ordem política, econômica e social que desfaz as conquistas da Constituição de 1988. “Os agentes do golpe se aproveitaram da crise política e econômica e nas condições criadas por eles implementaram rapidamente essa ordem no país”.


“Uma ordem liberal, autoritária e neocolonial, ou seja, aumenta o grau de dependência do país”, concluiu Walter. Criada em 2015 para denunciar o golpe em curso, a FBP tenta dar um salto na própria organização para criar musculatura para enfrentar esse retrocesso. 

Nova CLT e mais ataques à democracia

A nova conjuntura adversa traz uma nova CLT. “A sanção da reforma trabalhista foi um crime contra os trabalhadores. E acho que uma das bandeiras da Frente deverá ser reunir forças para a revogação dessas medidas, aprovadas na calada da noite sem discussão com os trabalhadores e a sociedade”.

Walter também comentou a condenação do ex-presidente Lula a 9 anos e seis meses de prisão pelo juiz Sérgio Moro. “Estamos diante de uma ameaça democrática de grandes proporções no Brasil. É uma ordem autoritária”.

Segundo o dirigente, “a condenação de Lula atinge em cheio a noção de Estado de direito, que é o coração da democracia. Viola os direitos de defesa e exigência de prova para ser condenado. Até respeito a gente tem que exigir da justiça hoje. (a justiça)Faz delação premiada, tortura para dar o que o procurador quer”. 

Ofensiva da direita segue curso

“Mesmo no meio da confusão, procuramos resistir mas as nossas forças não tem sido suficientes. É preciso conseguirmos ganhar a maioria silenciosa da sociedade para defender seus próprios interesses e juntar mais forças. Ter amplitude”, defendeu Walter.

Na opinião dele, é preciso reconhecer que a correlação de forças continua mantendo a esquerda na defensiva. “Apesar de todas as crises a ofensiva é deles. Do nosso lado, é preciso reconhecer os erros cometidos nesses treze anos para retomar a relação de confiança com essa maioria silenciosa”. 

Walter avalia também que em 2016 e nos primeiros meses deste ano a FBP deu mostras de que é possível se consolidar uma frente ampla que acolha forças democráticas além dos movimentos de esquerda. 

Ele citou a Frente Ampla de movimentos, a Frente Ampla Nacional e a Frente suprapartidária em defesa das Diretas Já. “As bandeiras se tornaram mais unitárias em torno do Fora Temer, Diretas Já e contra as reformas”, relembrou.

Frente Ampla

“Vimos se somarem a esse movimento da Frente Ampla nacional em defesa das Diretas a CNBB e outros setores do comando religioso do pais como evangélicos, presbiterianos, setores da OAB, artistas, intelectuais”, enumerou Walter. 

Ele emendou: “Essa amplitude nos permitiu realizar as mobilizações do início do ano que culminaram com o êxito da greve de 28 de abril. Não conseguiríamos fazer a greve sem o fórum das centrais e a maioria delas não faz parte da Frente mas conseguimos trazer”, exemplificou.

Walter destacou que a criação da Frente Suprapartidária em defesa das diretas contou em sua constituição com setores dissidentes do governo Temer.

“São segmentos que tinham votado no impeachment e que vão se descolando como vários senadores do PSB. Roberto Requião e outras pessoas do PMDB se somaram nessa questão”, observou.

Mobilização popular

De acordo com Walter, os desafios da Frente são para ampliar as formas de mobilização para atingir essa maioria da população que ainda não se agregou aos atos e também combater o ceticismo que existe na sociedade em relação à política.

“Esses segmentos não estão de acordo com Temer, não estão de acordo com as reformas. Querem Diretas Já. Todas as pesquisas mostram isso. No entanto, ela não acredita que a sua mobilização é o fato capaz de conquistar isso. É o que eu chamo de desalento”, analisou.

O dirigente ressaltou que esse comportamento da população “revela que nós temos um inimigo poderosíssimo que é invisível que é a anti-política, a negação da política, o ódio à política, a maioria não se vê representada na política”.

Agenda para superar a crise

Walter reforçou a necessidade de ampla união de forças para superar a crise brasileira. Na opinião dele, é preciso somar e não dividir. “Só a esquerda política e social não dá saídas para a crise brasileira”. 

“Esse entendimento não pode estar subordinado a nomes de candidatos porque isso divide isso não soma. Não é hora de nomes, é hora de uma agenda para o país. É preciso mostrar concretamente ao povo como enfrentar a crise”, defendeu.

Ainda de acordo com Walter, a amplitude vai resultar no isolamento do núcleo que deu o golpe. “Na discussão da agenda para o país cabe a maioria do povo brasileiro. É preciso isolar a Globo, a Lava Jato, o governo golpista. Temos que isolar essa gente e salvar o país que está sangrando”.

Desafios da plenária

Definir bandeiras unitárias será o grande desafio da plenária nacional da Frente Brasil Popular. Walter está otimista. 

“Quando colocamos o desafio a gente superou. Criamos um programa popular de emergência. Novos desafios também podem ser superados”, declarou.

É trabalhoso (construir a unidade) mas é uma experiência formidável. Aí entra a vontade política para construir. Essa vontade nós da Frente temos e isso é um fator primordial da luta”, finalizou Walter.

SERVIÇO

Reunião do Coletivo Nacional da Frente Brasil Popular
Dias 18 (às 9h) e 19 de julho (até o 12h)
Local: Centro de Formação da Sagrada Família (Rua Padre Marchetti 237 - Ipiranga
Informações hospedagem e alimentação Centro Sagrada Familia (11) 2271 0070

Fonte: Portal Vermelho

sexta-feira, 14 de julho de 2017

14º Congresso do PCdoB: Documentos aprovados pelo Comitê Central

Reunido entre os dias 7 a 9 de julho de 2017, o Comitê Central do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) aprovou uma proposta de resolução política que será apreciada nos próximos quatros meses pelo coletivo partidário, culminando em sua aprovação no 14º Congresso do PCdoB que será realizado entre os dias 17 e 19 de novembro, em Brasília-DF.

Intitulado "Frente Ampla: Novos Rumos para o Brasil (democracia, soberania, desenvolvimento, progresso social)", o temário se desdobra em quatro capítulos: 1) Conflitos e tensões no mundo, ofensiva imperialista e luta dos povos; 2)  Balanço dos governos Lula e Dilma e avaliação do desempenho do PCdoB; 3) Governo ilegítimo contra o Brasil e o povo; 4) Fortalecer o PCdoB e elevar seu papel na resistência.

Na reunião foi aprovado ainda os documentos referentes ao 14º Congresso, como as Normas congressuais e as Propostas de alterações no Estatuto.

Baixe em PDF do que foi aprovado como início dos trabalhos do 14º Congresso ou leia a íntegra em Documentos.


Leia o projeto de resolução política no link: 

https://pcdob.org.br/documentos/projeto-de-resolucao-frente-ampla-novos-rumos-para-o-brasil/

terça-feira, 11 de julho de 2017

Luciana Santos: 14º Congresso amplo para debater o futuro do país

No encerramento da reunião do Comitê Central do PCdoB, realizada neste domingo (9), na sede nacional do partido em São Paulo, a presidenta Luciana Santos ressaltou que está convocado o processo do 14º Congresso do PCdoB. Para a dirigente, este período deve ser de amplo debate para fortalecer o partido e apontar saídas para o futuro do país. "Apesar do momento ser de adversidade, o PCdoB pode crescer dialogando para fora e para dentro de suas fileiras".

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Luciana Santos: Encontrar saídas para a crise é essencial para o país

A presidenta nacional do PCdoB, Luciana Santos salientou o momento de crise política, institucional e econômica em que o país atravessa, em vídeo institucional gravado nesta semana. Para ela, o cenário de crise foi turbinado nas últimas semanas pela denúncia do envolvimento do presidente Michel Temer com crimes de corrupção.

"Esta sexta-feira, dia 30 deve ser um dia de paralisações e concentrações públicas denunciando a agenda ultraliberal do governo Temer. Nossa luta é contra essa agenda que apenas favorece uma pequena parcela da população pela qual este governo representa”, afirma. 



Fonte: Portal Vermelho

quarta-feira, 31 de maio de 2017

CCJ do Senado aprova eleições diretas para a Presidência

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou por unanimidade nesta quarta-feira (31) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a realização de eleições diretas se a Presidência da República ficar vaga nos três primeiros anos do mandato. O texto aprovado, de autoria do senador Reguffe (sem partido-DF) e relatado pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ), será enviado ao plenário do Senado.

 

“Agora a nossa atuação será para garantir uma tramitação rápida dessa proposta”, afirmou a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), enfatizando que há plenas condições do texto ser votado celeremente pois “há um interesse dos parlamentares”.

Segundo a senadora, o sentimento das ruas tem grande peso na decisão dos parlamentares. Durante a sessão, ela citou o levantamento feito pelo Paraná Pesquisas, que aponta que 90,6% dos brasileiros querem eleições diretas para a escolha de um novo presidente da República.

“A população brasileira defende as eleições diretas porque tem a plena convicção do tamanho da crise em que o país está envolvido”, enfatizou a senadora.

A PEC estabelece que na ausência definitiva do presidente e do vice, deve haver eleição direta para o cargo de chefe do Executivo federal se a vacância ocorrer nos três primeiro anos. Se a vacância ocorrer no último dos quatro anos de mandato, a eleição é indireta pelo Congresso Nacional.

Durante a sessão, parlamentares da base aliada do governo discursavam dizendo que a medida era uma alternativa casuística da oposição para tirar o governo Temer do poder. No entanto, alguns parlamentares da própria base do governo saíram em defesa da proposta.

Um deles foi o senador Ronaldo Caiado (DEM-MS), que defendeu a aprovação do texto. “Defendo desde a época da ex-presidenta Dilma, que já faltava condições mínimas de apoio popular”, disse ele. “Não é quebra do Estado Democrático de Direito. Estamos buscando a sintonia com o sentimento da população”, completou.

A senadora Vanessa Grazziotin citou o relatório feito pelo consultor legislativo do Senado Renato Monteiro de Rezende, sobre a PEC 67/2016.

De acordo com Rezende, a proposta que altera artigo 81 da Constituição Federal para permitir a convocação de eleição direta, na hipótese de vacância da presidência e vice, é constitucional.

Para Rezende, a PEC não viola as chamadas “cláusulas pétreas” da Constituição, ou seja, aquelas que não podem ser modificadas. O artigo 60 da Constituição Federal define que não podem ser modificadas: a forma federativa de Estado; o voto direto, secreto, universal e periódico; a separação de Poderes; e os direitos e garantias individuais.

O consultor legislativo afirma que não há violação da Federação uma vez que se trata apenas de eleições para a Presidência da República.

Com a aprovação pelos senadores, o texto será enviado ao plenário do Senado e, se aprovado, a PEC seguirá para a Câmara.

Fonte: Portal Vermelho

terça-feira, 23 de maio de 2017

PCdoB Santos dá boas vindas a recém-filiadas(os) neste domingo (28/05)

A atividade "Bem-vindo, camarada!" será realizada, neste domingo (28), a partir das 16h, na sede do Comitê Municipal do PCdoB Santos (Rua Kleiber Facundo Leite, 33, Rádio Clube). Trata-se de uma recepção aos novos e às novas camaradas do partido.  

Na ocasião, dirigentes do PCdoB de Santos realizam breve apresentação da história e das ideias do Partido Comunista do Brasil, seguida de confraternização de boas-vindas  aos camaradas. Esta atividade é aberta, inclusive, a qualquer pessoa interessada em conhecer o PCdoB.  


sábado, 25 de março de 2017

Vídeo 95 anos de PCdoB: A democracia é indispensável para o Brasil



quarta-feira, 22 de março de 2017

Ato político cultural de 95 anos do PCdoB no Rio de Janeiro

PCdoB inaugura sede na Zona Noroeste com celebração de 95 anos de fundação do partido


Neste domingo (26/03), a partir das 12h30, o PCdoB de Santos realiza a Festa Popular para comemorar 95 anos do Partido Comunista do Brasil, fundado em 25 de março de 1922. O evento inaugura nova sede do Comitê Municipal do PCdoB-Santos (Rua Kleiber Facundo Leite, 33, Rádio Clube - Zona Noroeste) e conta com a presença de Carina Vitral, presidenta da UNE e ex-candidata a prefeita de Santos. 

A Festa Popular terá música e intervenções culturais, churrasquinho, cerveja e refrigerante (a preços módicos). Celebração, na Zona Noroeste, de quase um século de existência, resistência e luta que o Partido Comunista do Brasil tem travado em defesa do Brasil, do povo, da classe trabalhadora e do caminho rumo à transição ao socialismo. 

PCdoB na Zona Noroeste

"Há 4 anos a direção municipal escolheu mudar nossa sede para a Zona Noroeste de Santos. Esta opção não se fez por acaso. Foi fruto de um intenso e profundo debate acerca da realidade da cidade e do nosso papel diante dela", afirma Renata Bruno, presidenta do PCdoB Santos. 

"Decidimos focar o desenvolvimento da nossa política para a região que mais concentra trabalhadores e trabalhadoras com menor poder aquisitivo e onde se localiza uma das maiores favelas de palafitas do mundo", explica.

A ideia é realizar o diálogo permanente com a população, buscando saídas para seus problemas, organizando-o para lutar por seus direitos. Uma das formas de fazer isso é transformar a sede municipal em um espaço dos trabalhadores, das mulheres e da juventude da região da Zona Noroeste.