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sábado, 27 de maio de 2017

Ergon: Quem tem medo de eleições? As negociatas para manter os projetos neoliberais

ponte futuro

Derrubar Temer e construir um projeto popular através de uma frente ampla soberana
Por Ergon Cugler *
Temer se demonstra cada vez mais insustentável. Ao lado de suas reformas que atacam direitos do povo brasileiro, em especial dos trabalhadores e trabalhadoras, carrega a maior impopularidade das últimas décadas e se segura por um fio fino, tecido por acordões, propinas e pela tragédia de um projeto neoliberal que busca se enraizar no Brasil.
O curioso é que a Rede Globo já se encampou de mudar sua tática perante Temer. Antes isentava sua figura da tragédia do governo, apontando minúsculas movimentações no cenário econômico como algo positivo e fazendo do presidente ilegítimo um “presidente certo na hora certa”, mas quando nasce a possibilidade de eleições indiretas ao lado de sua impopularidade caótica, não sobra um grande empresário que consiga defender Temer.
A realidade é que todo este setor que apoiou o processo de impeachment de Dilma Rousseff por interesses financeiros, hoje não pode mais utilizar de Temer como garoto propaganda da “ponte para o futuro”. Há necessidade no mercado de alguém novo, que fuja do debate político e se agarre em um debate oportunista de anti-corrupção. Aécio Neves poderia ser este garoto propaganda, tendo em vista seu peso dentro do PSDB e nas últimas eleições, no entanto a Rede Globo também tem a expertise de identificar em Aécio a marca da corrupção de forma explícita e intensifica, portanto, seu isolamento para, além de fazer uma média, garantir espaço para o tal novo personagem.
Eleições indiretas é o caminho mais fácil para este setor das gigantes empresariais consagrarem o projeto que hoje está nas mãos de Temer, até porque para isto seria necessário apenas pagar propina sob os votos dos parlamentares e sabemos muito bem que dinheiro é o que não falta para estes que lucram com a queda da nação.
Precisamos ter no radar que, mesmo via eleições diretas, este setor disputará com personagens como João Dória, Roberto Justus ou, até mesmo, Luciano Huck – aqueles que adoram dizer que não são políticos, mas “gestores” e que, sendo ricos, não teriam motivos para roubar dos cofres públicos – mas ao menos assim teremos a oportunidade de desmascarar a tragédia e os interesses por trás deste projeto lesa-pátria.
Para o setor que visa entregar o Brasil ao capital estrangeiro com novos garotos propaganda não existem limites. Sua investida será com Temer, com eleições indiretas ou mesmo com eleições diretas, mas o que sabemos é que a única forma de derrotar este projeto é dando ao povo o poder de decidir, pois o desespero de forçar eleições indiretas é por saber que o projeto de entrega do país e redução de direitos básicos jamais passariam pelas urnas.
Precisamos tensionar, mais do que nunca, e garantir a construção de três passos pela saída da crise política e econômica que o Brasil enfrenta: 1. Fora Temer, com sua queda através das mobilizações populares; 2. Diretas Já, dando ao povo o poder de decidir o futuro do país e, finalmente, legitimidade a algum governo; 3. Soberania Nacional, ao garantir o fortalecimento de um projeto huno, que combata o entreguismo e garanta direitos ao povo brasileiro.
*Ergon Cugler é estudante da Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo (FATEC), diretor da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP) e presidente da UJS Baixada Santista.

sábado, 29 de abril de 2017

A greve geral fortalece a luta democrática, e ela vai crescer

Editorial do Portal Vermelho, ontem (28)


Com a adesão de 35 milhões de trabalhadores, segundo alguns líderes sindicais, a greve geral que aconteceu hoje (28) já pode ser considerada a maior já vista no Brasil.

Sua importância não é apenas numérica. A extensão da greve (tanto geográfica, envolvendo todo o país, quanto social, mobilizando quase todos os setores da sociedade) é revelada por alguns indicadores que mostram que o povo sente seu futuro ameaçado ante a perda de direitos que o governo golpista tenta impor.

Alguns destes fatores precisam ser arrolados na avaliação da greve. 

O povo foi à greve com disposição pacífica, firmeza e alegria, sem aceitar provocações. Outro aspecto é a grande unidade do povo e suas entidades representativas (sindicatos, partidos de esquerda e organizações sociais), na luta por objetivos comuns e reconhecidos por todos: contra as “reformas” trabalhista e previdenciária, e a lei da terceirização irrestrita, extremamente reacionárias e contra o povo e os trabalhadores, que o governo ilegítimo de Michel Temer tenta promover.

O fator fundamental, que dá a esta greve sua enorme importância histórica é o amplo apoio de importantes setores da população. Exemplificado pela participação de entidades da sociedade civil como a OAB, a CNBB, igrejas evangélicas históricas, setores do Ministério Publico do Trabalho e outras entidades democráticas. Que revelam seu forte engajamento na resistência democrática e popular, contra o governo que resultou do golpe de 2016.

O governo golpista e a mídia que o apóia (com destaque para a Rede Globo) tentaram descaracterizar o grande movimento. O governo falou em “baderna” e em “greve de privilegiados”, repetindo surrados argumentos da direita contra a luta grevista. A mídia patronal seguiu caminho semelhante e tentou esconder a greve. Um exemplo foi o noticiário sobre a cidade de São Paulo que viveu uma sexta-feira atípica, silenciosa e com pouco trânsito e engarrafamentos – mas a tevê tentou esconder este efeito da greve nesta grande e barulhenta metrópole.

A greve geral, que paralisou sobretudo o transporte coletivo, fábricas, escolas e outros serviços, mostrou a força que o tem povo quando luta unido por objetivos que afetam a todos, como a resistência à perda de direitos, entre eles o da aposentadoria e contra o fim da CLT, que o ilegítimo Michel Temer quer impor aos brasileiros. 

A força popular precisa repercutir entre os parlamentares na Câmara dos Deputados e no Senado, onde as rejeitadas “reformas” de Temer são decididas. Os parlamentares precisam levar em conta, em suas decisões, a força que o povo mostrou nesta greve geral.

‘‘A sociedade começa a se manifestar positivamente” e reconhece a luta como legítima e necessária ao dizer que “as coisas do jeito que estão não podem ficar”, disse Adilson Araújo, presidente da CTB.

Ele tem razão. Depois deste 28 de abril a luta pelos direitos do povo e dos trabalhadores não será a mesma. A luta, pela democracia e contra o governo ilegítimo que nasceu do golpe de 2016 alcançou novo patamar, e a resistência progressista vai crescer.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Luciana Santos: A votação de ontem reforçará a greve geral de amanhã

A presidenta nacional do PCdoB, deputada Luciana Santos (PE) comenta a importância do embate ocorrido nesta quarta-feira (26), na Câmara dos Deputados e destaca a resistência "firme" da bancada comunista e de outros partidos que foram contra a proposta de Reforma Trabalhista. "Fizemos o bom combate, denunciamos o significado desta reforma que mexe com 117 itens da CLT".


Para Luciana, é importante observar que os aliados do governo golpista não conseguiram alcançar o quórum suficiente para o teto constitucional, ou seja, obteve apenas 296 votos, quantidade insuficiente para promover alterações na Constituição, caso da reforma da Previdência, em que são necessários, no mínimo, 308 votos.


A dirigente comunista avalia que "o resultado da votação de ontem só reforça a necessidade de ampliar a mobilização e paralisação do dia 28". A expectativa é que seja uma das maiores deste a década de 1990 contra as reformas de Fernando Henrique Cardoso, comenta Luciana Santos.



A presidenta do PCdoB convoca todos os militantes a participarem das manifestações da greve geral desta sexta-feira (28). "Neste momento precisamos nos agigantar. Vamos participar ativamente desta manifestação histórica!, diz.





Fonte Portal Vermelho

quarta-feira, 15 de março de 2017

No dia 15, vamos às ruas para defender o direito à aposentadoria

Editorial Portal Vermelho


O governo ilegítimo de Michel Temer quer aprovar a toque de caixa sua medonha reforma da Previdência, a PEC 287, ainda neste primeiro semestre.

A proposta é uma das iniciativas mais reveladoras do caráter antipopular deste governo ilegítimo – ela praticamente elimina os direitos dos trabalhadores ao atendimento previdenciário e torna quase impossível a aposentadoria.

Michel Temer que fixar a idade mínima da aposentadoria em 65 anos; quer que o tempo de contribuição para aposentadoria integral seja de 49 anos; quer que homens e mulheres e os trabalhadores rurais e urbanos tenham tratamento igual apesar das enormes diferenças que há entre eles. O próprio relator da PEC 287 na Câmara dos Deputados, Arthur Maia (PPS-BA), diz serem necessárias alterações na proposta.

O governo tem pressa em aprovar a reforma da Previdência. Pela razão simples de que o tempo corre contra ela e poderá aumentar a dificuldade para sua aprovação.

Alguns partidos que apoiaram o golpe e seu governo, como o Solidariedade (SD), o Partido Socialista Brasileiro (PSB) e o PROS dão sinais dessas dificuldades. O SD já decidiu votar contra, e o PSB deverá ir no mesmo rumo pois a maioria de seus 35 deputados são contra. Seu próprio presidente, Carlos Siqueira, deu uma declaração significativa neste sentido. “Se o partido socialista não defender os interesses das pessoas mais vulneráveis, o que ele está fazendo no cenário político nacional?”, disse ele. No caso do PROS, o deputado federal Toninho Wandscheer (PR) anunciou em nota oficial que a bancada do partido na Câmara também votará contra.

No outro cenário da luta política a oposição à reforma da Previdência é decidida e esmagadora – o cenário da luta social. Nele se multiplicam as manifestações de repúdio à proposta do governo e em defesa da aposentadoria e dos direitos do povo e dos trabalhadores. As centrais sindicais são unânimes na luta unitária em defesa dos direitos dos trabalhadores, e sob a consigna “nenhum direito a menos”, rejeitam todos os ataques movidos pelo governo golpista contra conquistas históricas dos trabalhadores. Para além dos trabalhadores, as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo também anunciaram que reforçarão a mobilização para o dia 15 de março.

Neste dia 15 de março, as centrais sindicais, o povo e os trabalhadores vão elevar mais alto a bandeira da oposição a Temer, em defesa da democracia, dos direitos sociais e previdenciários, e da soberania nacional. E irão, outra vez, ocupar as ruas das cidades brasileiras.