sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Luciana Santos: Nossa bancada é muito aguerrida e propositiva


Em participação no programa Destaques do Vermelho, Luciana Santos, deputada federal pelo PCdoB-PE, falou sobre a pesquisa divulgada pelo Departamento Intersindical de Assessoria parlamentar (DIAP) que aponta o 100 parlamentares mais influentes em 2012.

Joanne Mota, da Rádio Vermelho em São Paulo
Luciana, que é a líder da bancada comunista na Câmara, afirmou que este reconhecimento é resultado da afirmação política e influência política que o PCdoB exerce no debate nacional. “Os nossos mandatos são fruto do nosso pensamento, do nosso entendimento sobre os desafios nacionais”, ressaltou a comunista.

“Temos uma bancada muito aguerrida, muito propositiva, com iniciativas muito importantes para o país. A indicação do DIAP apontou isso, quando indicou 100% da nossa bancada no Senado e mais de 50% de nossa bancada na Câmara, como parlamentares influentes. Isso é resultado de uma postura que visa o coletivo e o melhor para o nosso país”, externou a líder dos comunistas na Câmara.

Luciana lembrou que todos os parlamentares são pautados pelo projeto do Partido, que trata exatamente da luta por reformas estruturantes no país. “Quando analisamos o panorama político e os avanços conquistados, sempre observamos a participação forte de um ou mais parlamentares do PCdoB, isso é suficiente para explicar nosso avanço no Congresso Nacional”.

Durante a entrevista, a deputada ressaltou a atuação de cada comunista no Congresso Nacional e parabenizou os companheiros pela atuação em Brasília.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Fidel: 86 anos de um lutador


“El día que me muera de verdad nadie lo va a creer. Podría andar como el Cid Campeador, que ya muerto ló llevaban a caballo ganando batallas” (Fidel Castro).
Por Maria do Carmo Luiz Caldas Leite
No discurso pronunciado por ocasião do 60° aniversário de seu ingresso no curso de Direito, em 17 de novembro de 2005, na Aula Magna da Universidade de La Habana, Fidel Castro, melhor do que ninguém resumiu o fechamento do ciclo de sua existência, árdua etapa para uns mais, para outros menos, mas que um dia recai sobre todos os afortunados que se acercam da longevidade.  Rodrigo Díaz de Vivar, mais conhecido como El Cid Campeador, amarrado a seu cavalo, colocou em fuga os apavorados inimigos, mesmo depois de morto. Nesse homem, o líder da revolução cubana buscou a imagem perfeita para definir a própria trajetória de lutas, seu exemplo de resistência, determinação e garra, típicos dos vencedores.
Num período histórico bastante complexo na vida do povo cubano, quando muitos aguardavam a queda eminente de todos os dominós, o sistema que como em um furacão seria supostamente varrido pela avalanche dos fins sobreviveu às adversidades que se apresentaram em meados da década de 90. Quando foram arriadas as bandeiras da URSS, pondo um ponto final à história do chamado Campo Socialista, surgiu a “teoria” das circunstâncias. Segundo esta, a diligência soviética havia atuado como num tabuleiro; tocou-se a primeira peça e, em cadeia, todas as demais iriam caindo. Nessa lógica, Cuba também deveria cair. Em meio ao alarido, Fidel advertiu: “não se esqueçam de que essa ficha, da qual vocês falam, está demasiado distante no geográfico e no histórico”.
Mas quem é Fidel Castro, aos 86 anos de idade? Com certeza, a história de Cuba e do mundo teria evoluído de forma distinta, se esse campeador tivesse sido menos determinado. O papel de Fidel na orientação do movimento revolucionário é definitivo, porque nenhum líder correu tantos riscos pessoais e nem se entregou, de forma tão direta, à luta. Nas trilhas tortuosas de Sierra Maestra, muitas vezes sem víveres e armamentos, se forjou o homem que faz questão de ver todas as crianças cubanas limpas, bem alimentadas e educadas.
Falando aos estudantes chilenos em 1971, Fidel nos deixou uma importante lição, que merece ser lembrada no dia de hoje: “O ideal na política é a unidade de critérios, a unidade de doutrina, a unidade de forças, a unidade de mando, como em uma guerra. Porque uma revolução é isso. É como uma guerra. É difícil conceber a batalha com dez comandantes diferentes, dez critérios diferentes, dez doutrinas militares diferentes e dez táticas. O ideal é a unidade. Outra coisa é o real. Creio que cada país deve se acostumar a travar suas batalhas nas condições em que se encontre”.
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Professora de Física, mestre em educação e membro da direção do PC do B de Santos.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Haddad mostra confiança após primeiro debate na TV

Depois de participar, nesta quinta-feira (2), do primeiro debate das eleições municipais da capital paulista, o candidato à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad (PT) se mostrou confiante com a possibilidade de vencer as eleições.



A presença dos oito pleiteantes à Prefeitura criou um clima confuso e acabou contribuindo para a polarização entre Haddad e o tucano José Serra. Ao ser questionado sobre o mensalão e a aliança entre o PT e o PP, temas abordados pelos adversários, Haddad afirmou que está preparado para falar sobre "qualquer assunto".

"Eu tenho que estar preparado para responder sobre transporte, saúde, educação, qualquer coisa. Minha vida pública é uma vida muito honrada. Não quero contornar nenhuma questão, quero enfrentar todas de peito aberto, como sempre fiz na minha vida pública. Tenho 11 anos de serviços prestados sem uma única insinuação a minha maneira de proceder", defendeu.

Em resposta a uma pergunta do jornalista Boris Casoy, Serra lembrou da chamada "taxa do lixo" da gestão Marta Suplicy (PT) e frisou que, se eleito, não aumentará impostos. "Meu esquema de governo nunca é de forçar a carga tributária", afirmou Serra.

Haddad respondeu criticando a taxa cobrada para a inspeção veicular obrigatória. "A troca da taxa de lixo pela taxa de carro não foi boa", disse. Ele prometeu tornar a inspeção gratuita.

O representante do tucanato paulistano também rivalizou com Haddad ao minimizar a importância das Unidades de Pronto-Atendimento (UPA), programa do governo federal, em relação às Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs), da prefeitura da capital paulista.

Haddad rebateu afirmando que todo hospital que a gestão Serra-Kassab entregou foi iniciado na administração de Marta, e reagiu ao comentário do tucano: "Não entendo que AMA e UPA sejam a mesma coisa", disse ele, ressaltando que as UPAs são 24h e as AMAs, não.

No terceiro bloco, foi a vez de Gabriel Chalita (PMDB) atacar Serra, dizendo que o rival fechou escolas abertas por ele quando secretário da Educação. Celso Russomanno (PRB) e Chalita criticaram a corrupção de funcionários da Prefeitura de São Paulo e a demora para a abertura de novas empresas e prédios na cidade.

Coube ao deputado estadual Carlos Giannazi (Psol) fazer ataques mais escancarados a seus adversários. Ele criticou "máfias" na administração Kassab, ligou Serra ao "mensaleiro" Valdemar Costa Neto, do PR — partido coligado ao PSDB —, e chegou a mostrar um exemplar do livro "A Privataria Tucana", que traz denúncias de corrupção no governo tucano.

Fonte: Portal Vermelho com agências